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Girls'Generation/SNSD

Time Machine: O dia em que o Girls’Generation deu um baile no Jerry e assumiu a gerência da WHOOP em Hoot

E aí, meu povo, como estão? Bora falar nas discípulas do 007?

Pela teoria de quem deveria vir aqui, da sequência cronológica, eu deveria comentar sobre Oh! e sobre o repacked com Run Devil Run, o segundo álbum completo do Girls’Generation. Mas assim, sem tempo para comentar álbum completo por hora, então vamos para os EPs (Então esperem a discografia japonesa para outros tempos e comemorações).

O sucesso do grupo era mais do que definido e estabilizado, as meninas voavam com a fama e a SM aproveitava muito bem o hype. Não era um grupo que sofria uma escravização exclusiva na música, mas os trabalhos solos das integrantes, desde atuação, revistas, programas do Kim Haul Jil para cima e para baixa, e claro que a SM trouxe mais um estilo totalmente diferente para as 9 galinhas dos ovos de ouros.

Recordando as famosas trilhas sonoras dos filmes de espião, com a pegada entre jazz e R&B, os produtores mesclaram um quê de pop bubblegum que já fazia parte de toda a característica da sonoridade do grupo. Hoot é uma faixa viciante e cativante, não segue a linha poderosa que se esperava do grupo, mas é divertida e entretem muito o ouvinte.

A construção dela permite toda a vibe do espiao 007, mas sem aprofundar em 1001 elaborações. O grupo consegue entregar mágica e divertimento em uma faixa que passa certa seriedade, mesmo não tendo certo comprometimento nisso, ainda mais que a SM socou uns penteados ridículos em todas, não tem um que salva.

E como falei, a música cria todo um ar misterioso, ainda mais contando com as distorções no eletrônico da faixa, e isso vai para o MV, que tem esse efeito sepia, e também com todos os ambientes mais retrô mesmo, ou é o elevador chique, aquele outra que parece a nave da Xuxa.

Por algum motivo nada a ver, a música de abertura da tracklist pós-title é Mistake, uma balad vocal com sintetizadores ecoando em cima de violino e bandinha, é uma faixa monótona, emotiva para quem curte muito.

My Best Friend é uma faixa que remete um rock fundo de garagem, daqueles que emocionam por ocuparem espaço que a Avril Lavigne descartou do Girlfriend, pois era colorfull demais ainda para o lado pink recém-nascido dela.

Wake Up é uma faixa que serviria como follow-up perfeita para o grupo, ela segue com um lado mais dark de Hoot. Eu já penso no mesmo MV, mas elas usando macacões pretos e vermelhos, uma pegada mais escura em luminação e alguns cenários de terror. Se a SM se esforçasse para não parecer tão perfeitinha assim, seria algo bem o que o PIXY fez com Villain.

E o mini álbum encerra com Snow Wish, uma faixa que o nome já grita uma balad vocal animada e que combina com trilha sonora de natal, passável demais.

Do que eu lembro por hora dos álbuns em geral do grupo, esse aqui é o mais fraco da carreira, principalmente por ter 3 tracks esquecíveis que não tem como 2 ótimas (Hoot e Wake Up) salvarem. Mas elas não precisavam lançar os melhores álbuns, já tinham o povo, tanto digitalmente quanto fisicamente, isso na Coreia do Sul. E as discípulas do James Bond fizeram bem no que podiam e tinham acesso.

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