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Dreamcatcher

O humilhados finalmente exaltados: Dreamcatcher, com seu First Win em mãos, tentar salvar nossa Maison de uma destruição em massa

E aí, meu povo, como estão? Bora falar das salvadoras do rock e defensoras do planeta Terra? E agora possuem um First Win, finalmente!!!

Dreamcatcher nem precisa de apresentações, principalmente quando se fala em comeback, uma vez que elas sempre fazem metade de rockeiros tradicionais sofrerem por serem ‘molheres’ cantando sobre empoderamento de alguma maneira sempre diferente e não machos suados e cabeludos. Mas foda-se, elas estão de volta com um novo full álbum, sendo uma intro, seis faixas inéditas e um solo para cada integrantes, o que é uma maneira ótima de preencher um álbum sem forçar todas e sem parecer preguiçosas (Oie, YG!).

Maison é um rock mais melódico voltado para uma sequência de ritmos de vídeo game. A música apresenta um crescimento forte, tem uma intensa presença de vocal que auxilia a deixar a música fluida, com um impacto que a faixa quer apresentar, uma vez que a temática é importante. Porém, o refrão não segue essa linha, ele fica mais linear e até apresenta uma leve queda. Isso prejudica a música? Não, mas podemos citar o efeito “Essa música é do Dreamcatcher” como um ponto que evita a faixa perder força.

E isso, querendo ou não, esse aspecto pega quando relacionamos para a letra da música, que se direciona por conta do visual da era. O novo álbum traz a temática “Apocalipse”, então uma maneira de trazer pontos de caos e pandemônio foi a referência ao ser humano e destruição ao meio ambiente. Enquanto elas citam a todo momento “” para encaramos o que estamos fazendo com a nossa “Mansão”, a nossa casa, que é o planeta.

Claro que muitos podem encarar essa parte de discursos pró-meio ambiente muito frágil, bem batido, um clichê desse fator, mas nada mais útil realizar um comeback com essa temática tão perto de tempos que parecem em que o meio ambiente pede cada vez mais socorro.

E sabe quem pede socorro? É o MV, que CGI fraco esse da DCC, chega a ser ridículo o que eles fizeram em boa parte do MV. Não posso reclamar, parte da tela verde se mostrou que intensão era essa mesma, fazer o chroma-key gritar que era fake, parecer realmente um vídeo game, mas ficou ridiculamente feio em vários pontos, realmente um efeito fraco e até cômico de se ver.

E tão esperado segundo full álbum das meninas abre com a Intro: Save Us, uma pegada gótica catédrica, remetendo às orquestras de terror de antigamente, enquanto puxa para um rock video game, bem trilha sonora de Drácula, talvez.

A primeira track é Locked Inside a Door, é uma faixa que foge do rock, é aquele single mais jazz com funky, em que elas trabalham muito bem o vocal que já sabemos que é bom. É um ritmo que elas trabalharam já muito lá no começo da carreira, tem muitas b-sides com esse ritmo.

Com Starlight, elas remetem para um retrô, é um disco house gostoso de ouvir, é uma faixa emotiva também. Com Together, elas desaceleram mais uma vez, dando um club house para os fãs mais gays delas, é facilmente uma daquelas músicas que a Chung Ha lançaria com 4 dançarinos viados e um galpão e muito vouge.

Já em Always, elas entregam muito vocal em uma baladinha de cafeteria do centro de Seoul. E a parte em grupo do álbum encerra com Skit : The seven doors, a outro do álbum. É aquela faixa final de álbum mesmo, com um instrumental etérico, uma pegada até élfica de se ver, muito usada para finais de filme épico quando tudo está se acertando.

E vamos para os solos. O primeiro é Cherry (Real Miracle), da JiU, é um funky gostoso de ouvir, é uma melodia agradável, não é a maior invenção do Kpop, mas ela fez bem. Do Not é o solo da SuA, ela seguiu a linha mais do grupo, mas com um arranjo mais EDM urban do que o rock puro em si.

Entracing é o solo da Siyeon, eu esperava uma demo do Evanescence, mas recebi uma balad vocal mais mística com uma pegada celestial. Winter veio pela Handong, uma melodia de cafeteria, é simples, final de tarde enquanto se toma um chá em dia de frio.

For é da YOOHYEON, um jazz mais simples, uma música de estalinhos de dedo, é aquela faixa de se dançar juntinho enquanto não explode uma bomba em alguma série. Beauty Full foi o solo da Dami, o que eu mais estava ansioso pelas prévias, ela trouxe um teen rock bem emo para a gente, é uma faixa Sessão da Tarde muito boa, é super gostosa de ouvir.

E encerramos com Playground, da Gahyeon, em que ela abraça um synthpop menos explosivo, é uma faixa de álbum mesmo, como se sobrasse uma demo para ela, por exemplo. O refrão empolga muito mais, parece uma versão menos produzida de algum single que a IU lança despretenciosamente e hita demais.

E que full álbum, né meus amigos? A empresa acertou em tudo nele, só pecou mesmo no CGI do MV, que poderiam ter dado uma segurada e ter usado mais ambientação, como fizeram em Scream, não tiraria o efeito da temética apocalipse, mas era não exagerar mesmo.

As meninas ainda escrevem sua história, principalmente agora com o primeiro Win delas, finalmente veio, e bora comemorar isso e esperar mais rock das meninas.

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3 respostas em “O humilhados finalmente exaltados: Dreamcatcher, com seu First Win em mãos, tentar salvar nossa Maison de uma destruição em massa”

Já faz muito tempo que elas mereciam vencer um music show, e é até uma surpresa que não tenha acontecido antes (considerando que os álbuns delas vendem muito bem, os MVs têm bastantes visualizações e até prêmios em cerimônias de melhores do ano elas já venceram várias vezes).

Perto de tudo isso, elas nem deveriam precisar de um troféu de plástico de music show pro público considerá-las como um grupo de sucesso – mas como infelizmente é isso que acontece, que bom que elas finalmente (e merecidamente) conseguiram! Agora ninguém mais vai poder questionar a carreira delas.

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Sim, para mim, era mto roubado elas nunca terem levado antes (Apesar que elas sempre faziam retorno na época de uns grupos fortes, aliás), mas até mesmo na Coreia ter um Win é uma passagem para ter mais algum foco, quem sabe agora elas consigam bem mais holofote

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Elas deviam ter sido mais truqueiras no passado. Tipo quando o Loona aproveitou o começo da pandemia pra ir num music show num dia que TODOS os grupos mais famosos que elas não foram, e assim garantiram o Win (e olha que mesmo assim quase perderam pra um boygroup avulso).

Talvez esse seja o primeiro passo pro Dreamcatcher, mesmo. Lembro que o AOA ficou anos sem nunca conseguir um Win, finalmente ganhou um com “Miniskirt” e outro com “Like a Cat” (ambos com muito esforço)… mas depois, de “Heart Attack” pra frente, foi só subida (quer dizer, até o fatídico “escândalo” das figuras históricas, seguido pela saída da Choa, depois da Mina, depois vieram as acusações da Mina… caramba, parando pra pensar, a sorte delas durou pouco).

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