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Oh My Girl

Demorou muito, mas Oh My Girl erra feio e lança a entediante Real Love

E aí, meu povo, como estão? Bora falar das queridinhas da Coreia do sul?

Oh My Girl passa ileso pela maldição do Queendom, mesmo que Park Bom tenha retornado solo e até feito uma apresentação com o 2NE1 completo no Coachella domingo, mas o OMG está há anos luz na frente. Disso, a empresa sabe que o nome delas é o maior, então o comeback do ano veio com o novo full álbum delas.

Que decepção é essa Real Love, a faixa é uma emulação piorada de retrô song final de tarde, é uma faixa primaveril que não possui força para ser cantada nem dançada, tem um instrumental voltado ao retrô com pequenas parte de funky. A faixa não tem refrão, é uma música linear, com pequenas elevações aqui e ali que não serve muito como parâmetro para mostrar vocal, é uma faixa entediante, fica fraca do começo ao fim.

O que faz um contraponto com o MV, que é lindíssimo, uma mescla de NonStop com Dun Dun Dance, muito CGI e muito campo aberto, mostra que elas tão lindíssimas, mostra que a empresa soube gastar a verba que a RBW deu para elas pagar as dívidas, mostra que algumas até passaram pelo Dr. Plástica da Coreia do Sul e tá com um rosto novíssimo (Oiê, Mimi).

Uma pena que um clipe lindo e bem feito foi usado para uma title tão ruim e sem vida, uma pena maior a faixa ter ido bem nos charts, porque seria sinal para a empresa, ao menos, dar uma mudada nas titles e não ficar reciclando sucessos. Cadê a nova The Fifth Season, caralho?

E depois de uns álbuns, elas finalmente vieram com mais um full álbum, e se seguir a linha do álbum anterior, devemos receber um repacked nos próximos meses. Abrindo com Drip, recebemos uma faixa digna do NMixx, é um instrumental totalmente experimental, com mescla entre o pop EDM com um trap nas entrelinhas, é uma faixa que remete aquelas b-sides do grupo menos sérias, e pegando essa parte experimental, dá um ar melhor para a faixa (Ainda mais que não é single).

Eden é aquele single fresh com um refrão mais eletrônico instrumental com uma pegada funky, mais indie e calma. Replay é uma aceleração do grupo, uma faixa mais hyperpop com vocais mais contidos, um ritmo mais maduro e girlboss, é uma faixa que tocaria em alguma the Week e muito pó. Já Parachute, é aquele disco dance basic que faz parte de toda a discografia dos álbuns, e com um refrão mais animado, facilmente bate de frente com a title.

Kiss & Fix é um single muito simples, ele é básico, um instrumental simples em cima de sintetizadores e vocal, tem uma batida aqui e acolá, é o famoso single final de tarde do álbum. Com Blink, elas voltam para o retrô, mas com um ritmo mais musical anos 1990, um jazz com funky.

Dear Rose é uma música aegyo pop, aquela que mata a saudade dos fãs mais antigos do grupo, e ainda colocam um eletrônico de leve no refrão para dar aquele diferencial. Sailing Heart é a balad vocal do álbum, até que demorou para vir um. E que álbum curto, né? Algumas faixas não passam de 3 min e só tem 9 faixas.

Comparado a title, o álbum é BEM melhor, a title consegue ser a faixa menos memorável e com menos apelo de título mesmo, podendo até faixas como Dear Rose como single, se fosse para ser tão mela cueca Real Love. Claro, Drip seria a experimental das meninas, o que não vem ao caso para elas agora, mas um pré-release seria interessante.

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