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Kingdom

Em Ascencion, Kingdom entrega todo um enredo de Imperadores coreanos

E aí, meu povo, como estão? Bora aprender um pouco mais de história com os nossos professores do Kpop?

Eu faço review do Kingdom desde o debut deles e, por mais que controversas que seja as músicas delas, eu amo todas como um todo, e sempre acredito que conforme os comebacks vão passando, eles vão entregando mais e mais dentro do que se propuseram a fazer, desde o instrumental que fica ainda mais dentro do quesito histórico e clássico.

Com Excalibur, eles vieram com um som catédrico, que foi evoluido para um balé russo com ainda a pegada catédrica em Black Crown. Já em Karma, eles miraram num teor tradicional no Imperador Chinês, desde a ascensão do império até a queda, trabalhando os aspectos tradicionais, e assim era esperado no novo comeback, que traria um olhar para um dos Imperadores Coreanos.

Como sempre, as músicas apresentam um caráter épico de abençoar nossa audição. A intro mais instrumental de guerra dá ar para uma Piri (Flaua de bambu) com Gayageum, um instrumental de corda (Aquela “mesa” com cordas e que usa-se pinças para dedilhar), sem retirar o teor eletrônico que o grupo coloca, dando o contraste que eu amo muito do contemporâneo com tradicional. O que me pegou mesmo em Ascension foi o refrão.

Ele é linear com o resto da música, mas apresenta um queda no instrumental, ele é menos barulhento, talvez seja uma tática para a música mão ficar enjoativa pelo instrumental alto. E isso vemos no break final antes do último refrão, em que eles abusam do instrumental, e que até dá uma nova ponte para o refrão final, que fica muito intenso, mesmo que não exagerado.

E antes de comentar sobre o clipe, a coreografia do grupo é sempre teatral, mesmo não entregando 100% de um aspecto mágico como o PIXY entrega, por exemplo. Embora que haja reclamação do uso de acessórios, o que é esperado, vendo que as danças tradicionais, muitas apresentam leques, lenços e afins, consegue entregar o aspecto teatral que é esperado, fora que dançar com os hanbok é difícil demais!

Agora vamos ao MV, é o mais lindo deles. Claro, eles tão começando a abusar do CGI, igual vimos em Black Crown, as vezes faltou um orçamento para fazer uma realidade maior, no caso. Contudo, fora isso, eles conseguiram trazer muito a essência da história coreana, eu me via num K-Drama de época, sabe a série Kingdom, então? Uma boa analogia em juntar os dois Kingdons (Só faltou o Kingdom estar num futuro Kingdom).

Quanto ao enredo, eu não achei que eles miraram em algum específico, apesar de tudo ser muito glamuroso, com ambientações reais da Coreia, não tem aquela história mística, ou algo mais histórico. Quando vemos em Karma, temos todos os aspectos da ascensão até a queda do Império, desde a destruição do ambiente até a forma como o instrumental caminha.

Aqui não, eles mostraram muito mais como a Coreia se mantém viva, mesmo com a cena de guerra percorrendo. Claro, temos o fator “Coreia querer se mostrar” e a xenofobia com a China, mas ainda assim, eles pecaram no fator histórico. Claro, podem ter pego a Belle Epoque do Império Coreano, mas aí poderiam ter feito uma maneira que ficasse explícito um fator caótico para não ser tão linear a história.

E quando ao final, né? O próximo é certo que é a história do Rei Luis XIV, Imperador Francês, conhecido como Rei Sol. E gente, o MV precisa ter muito luxo, e uma guerra, chamas e cabeças rolando, ao menos para citar a Revolução Francesa.

E como sempre, um mini álbum sempre na média. Com Intro: Palace, eles mergulham mais no tradicional coreano para dar um ar de prelúdio de guerra, até o final em que mostra um ar calmo, como visto depois no final do MV, como se a guerra fosse encerrada.

A primeira álbum track é Blinder, ela tem um ar de b-side mesmo, aquela música que mescla country com EDM, tem um violão crescendo que perde espaço para o eletrônico, é uma música que eu veria o OneWe lançando naquela fase country deles. Em Illusion, eles persistem no EDM, com uma pausa e uma atmosfera mais clube início de festa, tem um quê sensual no instrumental, talvez seja o refrão retrô.

Em Appetite, eles ainda estão numba vibe country, só que mais funky, a melodia é suave em cima do rock que aparenta que crescerá no refrão, e assim ela faz, é uma explosão no refrão, é uma faixa título de muita banda por aí, e conversou super com a vibe desse álbum deles. E antes do instrumental da title, o álbum encerra as inéditas com The Song od Dann (Promise). Então, sabe aquelas músicas de época que vem em uma cena triste de arrancar a alma, é essa aqui! É uma versão um pouco mais barulhenta de Sayonara Hitori do Taemin.

Esse é o melhor EP deles, sem tirar o mérito dos anteriores. Mesmo as faixas não dialogando tanto, eles conseguiram entregar faixas muito acima da média para os padrões deles, eu mesmo me espantei reouvindo o álbum hoje de tão bom que ele é, e junto com a title, ficou tudo muito bem encaixado.

Kingdom é aquele grupo que merece muito sucesso e que eles ainda fazem o que se propuseram no debut acontecer, as próximas histórias dos imperadores é curiosa, principalmente a forma como vão trabalhar, mas o álbum oitavo, que juntará todos eles, ainda é um mistério para mim.

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