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Sendo o orgulho do Dostoiésvski, Kingdom encarnam Ivan, O Terrível em Black Crown

E aí, meu povo, como estão? Aproveitando esse sábado calorento dos infernos na casa de vocês?

Como era esperado, o grupo rookie Kingdom realizou seu segundo comeback esse ano, o terceiro lançamento, contando mais uma história longa de mais um imperador que pisou nos solos dessa planeta prestes a explodir. O grupo vem se mostrando numa crescente interessante, eles estão mantendo o nível, e isso é bom.

Mas sem enrolações, deixemos as considerações finais para o final.

Black Crown é uma evolução de Excalibur. Eles continuam mirando no conceito catédrico, pegando o gospel pop e mesclando com elementos contemporâneos, como o trap nos trechos de rap, por exemplo. Entretanto, aqui eles mantiveram o contemporâneo mais escondido, mostrando até um quê de ballet concept no instrumental, principalmente no pré-refrão.

E o refrão eles explodiram totalmente com a potência do órgão, ficou uma música muito fim de filme épico, aquela cena do Frolo cantando tem a mesma mágica, mesmo aqui eles não colocando tanta melancolia. Os vocais dos integrantes estão sempre muito bem tratadas, eles realmente possuem técnicas vocais muito boas, e os timbres são bem distintos, permitindo diferenciar quem é quem.

E o MV é um brinco. Eu sempre me perco nas histórias deles, eu real nunca entendo qual parte da história de cada imperador eles usam, ainda mais quando falamos de narrativas que não conhecemos, como é a russa. É um clipe que apresentou bem mais efeitos de CGI do que os outros, na verdade, os efeitos que tivemos aqui foram bem mais voltados para encher linguiça do que a narrativa em si.

E meio que a narrativa é o batido “luta entre o bem e o mal, luz e sombras, caos e paz”, as cores branca e preta entregam essa tensão, tem aquela orbe que os possui, mas quem realmente os possui?

E no final, ficamos sabendo que a próxima história focará no Dann, um imperador coreano, ou seja, podemos esperar mais um conceito tradicional deles a la Karma (Para mim, poderia ser igual Shagri-La do VIXX).

Essa intro dos álbuns deles sempre são ótimas, eu as uso muito como trilha sonora de fundo enquanto escrevo meus livros, ainda mais pelo teor épico que elas carregam, é excelente para criar uma ambientação. As faixas dos álbuns deles raramente seguem a mesma linha da title, até mesmo pela forma como elas podem cansar e esgotar o conceito deles.

Fallen Star é uma faixa mais poética, ela carrega um órgão ao fundo no refrão, enquanto demais instrumental é mais simples em cima de sintetizadores melódicos, é uma faixa poderosa vocalmente, mas acaba sendo aquela faixa que emociona no show.

We Are segue a linha de Fallen Star, mas sem o teor poético melódico, é mais uma faixa com vibe EDM tropical do David Guetta. Burn é uma faixa que mescla o vocalizado em um refrão eletrônico, é uma faixa gostosa de ouvir enquanto se limpa uma casa, e deve ser aquela que viraria temá de show com as cenas da produção. E On Air é a midtempo mais animada do final do álbum.

Eu amo o conceito do Kingdom, pois o deles está bem mais no visual do que na música em si ou do que nas letras, e com isso, talvez eles precisem só ter cuidado para não ficar repetitivo os conceitos, e ver o que eles fariam quando acabar as histórias dos setes reis (Se continuar a sequência, temos o conceito tradicional, um épico europeu, um tradicional, e encerrar com um épico europeu).

Espero que eles não despiroquem para um try hard nct, pois nada a ver, e tem 1000 formas de seguirem a ordem narrativa deles sem que fiquem no genérico para eles (E genérico inclui lançar o mesmo tipo de música, pois ainda não tivemos um grupo só indo para o conceito épico igual e eles).

Uma resposta em “Sendo o orgulho do Dostoiésvski, Kingdom encarnam Ivan, O Terrível em Black Crown”

o final do mv mostra o comeback seguinte que de fato é de um imperador coreano, mas não é o chiwoo e sim o dann. o chiwoo representa um imperador chinês e o comeback dele é o de karma

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