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Time Machine: CLC dá um cavalo de pau de 180º em seu conceito com Hobgoblin

E aí, meu povo, como estão? Vamos falar desse conceito que quase tira o grupo do limbo colorfull?

Dando continuidade ao nosso plano de revisitar a carreira do CLC, esse Hobgoblin demorou para ver a luz do dia, para aqueles que não sabem. Desde a Sorn procurando a HyunA, que ainda se encontrava na CUBE, para uma reunião com o CEO e mostrar por uma apresentação de power point que o conceito aegyo não era mais viável (Sim, essa história é verídica), até a ajuda da Hyuna com figurino e coreografia, essa música foi a virada da chave que seria o sinal de que o grupo ainda poderia ser salvo pelo pouco tempo de carreira, como se fosse um amadurecimento.

Hobgobling, quando lançado, foi um frescor, pois poucos grupos miravam no girl crush mais selvagem como essa track. O instrumental mirou no tryhard urban e foi fundo, com transições pesadas nos sintetizadores, na pegada eletrônica e rock, além das variações que gritam PC Music em muitos momentos. Claro, muitos não gostaram da faixa por ela ser muito agressiva, principalmente pela letra, que trazia a representação de uma mulher, não desaforada, mas com voz forte, que peita o problema, quase ao ponto de ser arrogante a letra.

Para um grupo que vinha com uma imagem mais colorfull, embora as letras do grupo sempre foram mais para o girl power do que para o fofo, essa mudança estranhou muito a Coreia do Sul e a fanbase já existente. Contudo, elas chamaram muito a atenção do público internacional, ainda mais que a música deu uma leve viralizada, mas não ao ponto de ser um viral mesmo (Incrível que qualquer coisa do CLC que atinge certos níveis acaba sendo quase um viral a elas, mas nunca realmente estouram).

O MV é o segundo mais trabalhado delas no quesito visual e orçamentário, pois creio que a CUBE mesmo queria ver esse grupo lucrando nessa época, então colocar esse investimento era certo. Claro que teve uma ou outra integrante que ficou deslocada, pois sair do aegyo e cair no crush são para poucos (E ninguém é um artista da SM que perambula por N conceitos do nada, estilo Girls’Generation com Oh! e Run Devil Run ou Red Velvet com a carreira toda delas).

E com a morte do 4Minute uns meses antes, esse conceito claramente do 4Minute (Até porque tem as mãos da HyunA aqui) serviu para o grupo ser massacrado pela fanbase ainda desolada, o que colocou medo na empresa, que deram uma de GFriend e lançaram um single pueril depois, a diferença que a a sina do CLC existe para elas não hitarem por nada, infelizmente.

Mas histórias a parte, pois o CLC tem de sobra, vamos falar sobre um dos melhores EPs das meninas. Abrindo o Crystyle com Liar, essa faixa é uma mescla de tropical house com eletrônico, o instrumental tem um crescimento brusco, a faixa apresenta pontos bem nítidos, o rap é meio deslocado, mas não chega a incomodar. É uma faixa boa, tanto que daria para uma follow-up se fosse apresentado por mais de um mês.

Depois, temos Mistake. Aqui a faixa puxa um pouco dos anos 1970/80, com uma pegada mais hip-hop, tanto que uma estética Uh-Oh combinaria muito, e as meninas conseguiriam carregar o MV inteiro com o carisma. Com Meow Meow, as meninas entregaram aquele aegyo colorfull que facilmente seria para agradar os gays que acompanharam o grupo desde o debut, e isso aqui seria uma tacada excelente para a CUBE dar uma de YG/SM e lançar dois MVs. Claro que Hobgoblin seria o maior estouro, e manter isso para evitar mais quedas.

Desde o tropical house, Meow Meow permeia pelo retrô também, o que é uma faixa que mistura bem os pontos fortes do grupo. Com I Mean That é uma faixa de reggae, ela tem um toque bem veranesco, sem gritar “Quero rebolar a raba na areia com a Hyolyn em See Sea”, mas é algo mais Dia com WooWoo. Por fim, o álbum encerra com Depression, e ainda não sei o que se passa na cabeça quem decidiu colocar esse nome numa track. O pior é que a faixa não é tão da bad, apesar de ter uma melodia de encerramento de anime triste mesmo. Claro que não sou de escutar essa faixa sempre, claro, mas ela chega a ser agradável para relaxar (E não conto a letra aqui, as vezes é bom salvar a sanidade).

Creio que esse EP seja o mais completo das meninas, tanto em coesão com a carreira como em qualidade, uma pena que foi uma era terrível, pois o hate em cima delas foi terrível. Espero que isso não tenha afetado assim as meninas na época, porque sabemos com o ser humano pode ser cruel quando quer.

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