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Ateez Time Machine

Time Machine: Antes de completar um ano de debut, Ateez lançava seu primeiro full álbum com Wonderland

E aí, meu povo, como estão? Imaginem vocês, com um ano de carreira, terem mais de 20 músicas inéditas, 8 MVs e ainda lucrar muito com shows? Então, Ateez provando que macho dá dinheiro.

Depois de ótimas promoções com o terceiro mini álbum, os meninos do Ateez miraram alto e já vieram com seu primeiro full álbum antes mesmo de terem um ano completo de debut, o que mostra a força deles. O mais engraçado que, na teoria, os full álbuns apresentam mais MVs, mas esse aqui rendeu apenas um MV para os meninos. Claro que não me recordo de b-side nenhuma deles, mas uma sequer não estourou e rendeu uma follow-up?

Wordenland é finalmente a música que traz o que os meninos deveriam ter trazido desde o início. Desde Illusion, eles miraram num instrumental que trabalhava a banda de fanfarra, o que sempre dá um ar muito majestoso nas melodias, ainda mais quando você traz instros e interludes que gritam com trilha sonoro de jogo de aventura. Ou seja, deveria a marca sonora deles esse ritmo. Mesmo assim, eles mantiveram o tryhard urban e o trap na construção, apesar dos trompetes gritarem muito mais.

E esse é o MV produzido deles até hoje, mesmo com todo o esplendor de Thankxx ou Answer. Para um full álbum, era esperado mesmo esse nível de produção, para trazer bem esse ar poderoso que eles precisavam dar para esse término de saga. Além disso, todo o conceito combinou com os integrantes e com o vocal deles. A minha única reclamação foi que eles simplesmente ignoraram a história de aventuras, pois tirando os efeitos visuais carésimos e aquele portal abrindo, não teve nada demais nesse meio.

Começar um álbum com uma faixa chamada End of the Beginning é muito conceito paradoxo, mas para um interlude que realmente tem um ar grandioso e tem uma transição clara para Wonderland, é excelente. Agora começamos mesmo as álbum tracks.

Dazzling Light é uma música bem assinatura do grupo, começando calmamente num piano e ir evoluindo para cair num eletrônico mais agudo, dando aquele ar de música de festival de EDM mesmo. Mist segue a linha da faixa anterior, mas mantém uma aura mais calma, sem largar o pé do EDM.

Precious (Overture) é um interlude que deu um arzinho gostoso na faixa que viria no EP seguinte deles, também de nome Precious. É quase um teaser. Win é a melhor b-side desse álbum e só a minha opinão importa. Essa faixa parece que saiu de cinquenta acusações de apropriação? Sim, mas isso vale pelo pouco do moombahton que aqui eles foram trazendo enquanto mesclavam com a banda de fanfarra e os drops doidos no refrão.

If Without You é aquele trap que qualquer rapper underground de Seoul lançariam e traria algum vocalista underground para fazer a parte vocal. Thank U é uma midtempo em que buscaram referência do country melódico, algo que o AKMU poderia facilmente entregar e conseguir um All-Kill sem pensar muito. Sunrise é outra faixa mais chills deles, com um instrumental mais calmo de violão no início, mas que estoura num rock indie no refrão.

With U é a faixa R&B mela cueca para preencher espaço, metade do TOP 500 do Melon tem uma dessas. Por fim, eles encerram com Beginning of the End, outro paradoxo com a intro. Aqui eles seguem a linha ópera para dar aquele ar aventuresco que conseguiram entregar com Wonderland, mas que falharam tanto no MV quanto nas álbum tracks, pois não tem nada que se assemelhe a isso no álbum. No final, é só mais um teaser de Answer (Eu acho que as titles desses homens devem estar todas feitas para darem esses links).

Para encerrar essa última Time Machine do Ateez, até porque os álbuns anteriores eles já estão comentados, venho falar que eu acho que eles precisam começar a direcionar tudo para um único ponto. Incluindo toda a discografia deles, não tem um álbum que seja coerente com o que eles se propões. Se acertam no instrumental como em Wave e Illusion, não acertam nos MVs ou na história. Se acertam no instrumental épico, não acertam nos MVs. Se acertam nos MVs como em Thankxx, a faixa fica algo descartado do Big Bang, então fica difícil saber desses meninos.

Mas acho que em 2021 eles me entregam um álbum todo operesco, algo melodramático e que será digno de eu comentar no Kingdom.

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