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Purple Kiss

Ponzona do Purple Kiss é um bom debut, mas temos que tomar um pouco de cuidado

E aí, meu povo, como estão? Com o cérebro frito depois de 4 horas estudando anatomia óssea?

Depois de muita enrolação, as meninas do Purple Kiss conseguiram seu debut e agora são oficialmente as filhas do Mamamoo e as irmãs mais novas do Oneus. Depois de dois pré-releases super gostosos, mas nada marcante, o que poderíamos esperar delas arranhando o mesmo disco do conceito dark que meio mundo no Kpop?

Ponzona, uma espécie de veneno segundo a língua latina, é um conceito dark que elas mostraram lá em My Heart Skip a Beat, com um toque de rock para trazer o conceito do primeiro single. Depois, temos um crescendo mais instrumental em cima do violino e uma banda clássica ao fundo, mostrando o vocal das meninas, assim como vimos em Can We Talk Again, o que mostra que ambos os pré-releases foram reaproveitados em seu cerne e tivemos a complementação nesse jogo final.

E todo esse estilo se refletiu no álbum. a intro Crown teve esse toque mais dark, tanto que o special clip é totalmente coreografado, além de recebermos algumas inéditas que, apesar de serem um pouco genéricas, elas conversam de uma forma bem profunda. Tanto Hello quanto Period são faixas melódicas, que puxam para a balad vocal, mas o tom mais profunda e melancólico delas as fazem parecer que estão ali para ser uma quebra para My Heart Skip a Beat (Sabemos que a RBW não é um primor em colocar a setlist de forma coesa).

Elas dialogam com Can We Talk Again e trazem aquela magia cantada. E isso é um diferencial para um mini álbum de debut, que costuma ter tudo atirado para todos os cantos.

Agora, o porquê eu disse que devemos ter cuidado com esse debut das meninas? Talento elas possuem de sobra, carisma nem se fala, fotografia e orçamento para entregarem MVs perfeitos e dentro do esperado também possuem, mas sabe o que falta nelas? Ou nesse caso, o que elas possuem em excesso? Concorrência.

Não são as primeiras, e muito menos as últimas, que trarão esse conceito dark, pegada teatral. Oneus sucumbiu em dois comebacks nesse estilo, (G)I-dle entregou Oh My God nem tem um ano, Mamamoo entregou funk, mas ainda um estilo mais tryhard com AYA, não teve nem um mês do debut de PIXY com Wings, ou até T1419 com Asurabalbata, ou sabe sei lá quantos nugus emulando os traps genéricos do Justin Bieber, ou os bate lata do BlackPink ou do NCT. Ou seja, além de estarmos totalmente sobrecarregados de comebacks e debuts, não estamos tendo sequer alguma identidade sonoro muito menos visual.

E sabe quem se destaca? Na teoria, nesse caso: Cignature, Rocket Punk, IZ*ONE (Ou o que sobraria delas se tivessem renovado contrato), Cosmic Girls, Weeekly, todas estão indo para algo mais colorfull e agradável (Independente de gostar de Arisong ou Juicy, elas se destacam por serem nada a ver com o resto, mesmo que os holofotes são sejam os melhores). E podemos esperar que o novo grupo feminino da Starship, que deve sair ainda esse ano com a Yujin do IZ*ONE, ao menos, tenha a mesma sonoridade do IZ*ONE por ser algo que saia da caixa e não caia no mesmo bate lata Lisa e as amigas com o Teddy que nem a Taylor Swift do grupo escapou.

Serei hipócrita ao dizer que não gostei? Sim, porque é um estilo de música que me agrada, escuto de tudo, mas não podemos esconder que o Kpop está entrando num ciclo vicioso sem fim e que se não tomarem cuidado, vão cair (BTS tem mais um ano de atividade antes do exército, e sabemos que eles que arrastam a onda hallyu… Será que essa onda vai retrair com o sumiço deles? Ou a Big Hit está deixando tudo pronto para lançamentos frequentes mesmo com todos no exército?).

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7 respostas em “Ponzona do Purple Kiss é um bom debut, mas temos que tomar um pouco de cuidado”

É um take interessante do cenário no momento… Realmente, esta pegada mais teatral está virando modinha e capaz de daqui uns dois anos, o aegyo voltar com tudo (acredito que esta coisa de moda é bem cíclica), agora sobre o BTS… Complexo… Se a Big Hit perder o momentum, já era, One Direction acabou asssim e trouxe as fãs pro BTS, então é capaz de, se não tomarem cuidado, outro tipo de indústria musical vai conquistar geral, já que as armys estarão sem ter o que planfetar (sem contar que o BlackPink provavelmente acaba quando der os sete anos em 2023, então é mais um nome famosão internacionalmente que vai sumir).

Curtido por 2 pessoas

Concordo, na verdade se olharmos bem, quase todos os grupos da SM debutam com música abaixo da média, mas que melhoram com os próximos comebacks, mas será uma pena se enterraram o Red Velvet para isso, elas tem potencial para passar da maldição dos 7 anos, mas a empresa não colabora!

Curtido por 1 pessoa

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