Categorias
BlackPink

Comentando sobre “Light Up The Sky”, o documentário do BlackPink

E aí, meu povo, como estão? Sossegados nesse sábado?

Eu enrolei por enrolar, pois meu foco na Netflix era ver séries e deixar os filmes para quando eu não tiver tempo na faculdade e poder relaxar uma hora por fim de semana. Contudo, domingo passado eu estava meio a toa e cansado de séries, então fui dar uma olhada no documentário das BlackPink.

Diferente de muitos reality shows ou documentários de idols de Kpop, em que focam na diversão dos grupos, esse documentário trouxe bastante mais um lado pessoal das meninas, desde as audições até a apresentação delas no Coachella, focando muito em cada característica das meninas, como a Jisso ser a mais centrada e, mesmo não sendo a líder, tomando a frente em muitas ideias.

Lisa sendo a mais divertida, extrovertida e quem conduz essa ideia para o grupo em ensaios, além de ser uma mão de vaca de mão cheia, pois além de usar muito de roupas de brechós, acha caro demais as mais únicas e antigas. A parte da Jennie era a mais tocante, pois deram ênfase nos problemas de saúde dela, em que ela faz várias sessões de exercícios para permanecer com o corpo ativo e evitar grandes quedas de resistência.

As partes que, por incrível que pareça, que mais me chamaram atenção foi o enfoque na Rosé. Sabemos que ela é uma das principais compositoras do grupo, mas as composições dela nunca são usadas, ou pior, creditadas. Várias cenas mostraram ela compondo, e ate fazendo os arranjos, de Hope Not. Não é a melhor balada delas, mas os direitos só foram para o Teddy.

Inclusive, mostrou uma cena dela gravando o que seria What You Waiting For, o comeback de julho da Somi, e só a Somi foi creditada na faixa, além do Teddy. Claro, simplesmente a Somi pode ter reescrito inteiramente a letra, o que tiraria o nome da Rosé do jogo, e se a produção foi do Teddy, então convenhamos.

Mas desde que foi confirmado que Stay é uma composição da Jennie, então podemos imaginar que muitas faixas das meninas apresenta composição delas, mas sem o total crédito. Quem viu o documentário Miss Americana da Taylor Swift, sabe que quando tem aquele monte de nomes em composição, muitas vezes a pessoa deu ideia de uma palavra, ou rima, e ela já é creditada. Exemplo, se eu compus uma música, e um amigo deu uma ideia de uma rima, ambos deveríamos estar creditados na composição.

Então, nem imaginamos quais músicas as meninas ajudaram a compor, mas YG simplesmente ignorou.

Outra parte que vemos é o cansaço das meninas. Desde ensaios, shows, mas em específico ao lançamento de álbuns. Isso é uma fala logo do início, em que a Jennie dá um enfoque em “Finalmente, lançando mais um álbum”.

Claro, não depende exclusivamente delas esse tipo de comeback, pois depende da chefia e dos acionistas (Ainda suspeito que a Dara do 2NE1 deve ter dado umas ideias para lançarem esse full álbum esse ano. Nada me tira da cabeça que a YG ia socar apenas How You Like That como single oficial, Lovesick Girls como sub-title, e um EP com com Love Yo Hate Me e You Never Know para encerrar as 4 faixas, mais o remix de Kill This Love).

Outro detalhe que me chama muito atenção foi o Teddy corroborar com um discurso de muita fanbase por aí “Por que excluir o Kpop das outras categorias? Por que chamar de Kpop apenas por ser coreano?”. Eu, um brasileiro, dizer que não concordo com um coreano sobre como designar o pop coreano é ser bem do xenófobo, mas preciso afirmar que dividir assim não é algo vindo deles mesmo, o próprio ocidente divide assim.

Nem mesmo os grupos britânicos são pop; nos EUA, eles chamam de Brit-Pop, e com o Kpop não seria diferente, assim como o Mando-Pop/CPop e o JPop. Essa divisão acaba sendo excludente, sim, mas também é uma forma de firmar as categorias, ou vocês acham que grupos como Monsta X, BlackPink, Got7 e (G)I–dle teriam chances nas diversas premiações mundiais sem que tivesse um Best Kpop. O próprio BTS só levou aquela indicação no Grammy porque era uma música em inglês e conseguiu um #1 no Hot 100 da Billboard, que ver se Life Goes On, que fez os mesmos feitos, mas com uma canção em coreano, se será indicada a algo.

Para encerrar, vamos falar do desejo que podemos notar no final do documentário: manter o grupo vivo. Sabemos como as coisas são em relação a nome, quando o G-Dragon quase saiu da YG, ele teve seu stage name e todas as suas músicas tomadas pela YG, sabemos que aquele cover de Eyes, Nose, Lips do Taeyang da PArk Bom no Queendom renderia um processo enorme para ela se a Dara não tivesse freado a a YG (Não esqueçamos que a Dara é uma das principais acionistas da YG, junto dos meninos do Big Bang).

Ou seja, se as quatro querem mesmo manter o grupo, sem ter controle pela YG, terão que sair de lá, esquecer a discografia atual e começar do zero, assim terão todo o domínio de suas composições e produções, pois é fato que quando elas saírem de lá, o xeque-mate será a manutenção da discografia delas. Espero que elas não caiam nisso, pois essa história não é a primeira vez que acontecerá.

E essas foram as minhas impressões sobre o documentário do BlackPink. Eu fiquei mais fã das meninas? Não, mas eu sei que posso dormir tranquilo que ao menos a maioria da discografia delas deve ter dedo das meninas, com os créditos escondidos no porão em algum documento arquivado só esperando algum vazamento para ficarmos sabendo.

Sobre o futuro delas, eu ainda sou suspeito a dizer de disband, mas creio que pela YG, até o encerramento do contrato das meninas, elas não voltam mais, ainda mais que em 2021 temos solos do Big Bang (GD já anunciou que seu novo full álbum está pronto), comebacks do Treasure e debut do Baby Monster, então 2021, no máximo, uns dois photobooks para segurar as pontas, mas elas podem ficar feliz que o prédio novo da YG tem 5 andares sub-solos, vão poder visitar os 5 porões novos.

***

Oi, pessoal, como vocês estão? Então, vim aqui fazer uma promoção minha. Para quem não sabe, eu também sou escritor autônomo e independente, possuo algumas histórias publicadas no Wattpad e no Nyah! Fanfiction. Deixarei os links abaixo para quem quiser me seguir lá e me acompanhar, estarei fazendo postagens novas, além de revisões das histórias já lançadas.

Agradeço desde já, do fundo do meu coração, quem puder fazer isso.

Clique aqui para ir ao Nyah! Fanfiction!

Clique aqui para ir ao Wattpad!

Publicidade

10 respostas em “Comentando sobre “Light Up The Sky”, o documentário do BlackPink”

Eu achei interessante o documentário, não me fez gostar delas mais do que eu já gostava também, porque na verdade elas quase não aparecem nas mídias, então meu interesse fica mais nas músicas mesmo, e olhe lá. Porém, eu realmente não entendo o que a YG tá fazendo com esse grupo, não dá os devidos créditos, não deixam elas serem mais participativa, sei não!

Em outras notícias, fui assistir a apresentação do Stray Kids no MAMA somente porque queria entender o motivo deles terem ido performer sendo que não foi indicado em nada, e acontece que as previsões estavam certas, Stray Kids estará no Kingdom :/
Nem acredito que eles foram se apresentar no MAMA só pra anunciar essa desgraça, e eu nem acredito também que irei assistir kkkk

Curtido por 1 pessoa

Embora eu não goste muito do Blackpink, pretendo assistir ao documentário no fim de semana. Valeu pela indicação!

Só uma observação: na parte de nomenclaturas sobre música pop feita ao redor do mundo, não sei se nos dias de hoje isso mudou, mas pelo menos nos anos 90, o termo “britpop” não representava a música pop feita no Reino Unido, mas sim uma vertente do ROCK que se popularizou no UK naquela década, com uma sonoridade mais melódica e visual estilo “banda de fundo de quintal”. Assim, as músicas do Oasis e Blur eram consideradas britpop, mas as das Spice Girls (maior fenômeno pop do Reino Unido naquela década) não…

Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s