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(G)I-dle: uma viagem cultural, temporal e cinematográfica

Soyeon faz tiro ao alvo com um dardo: o país que acertar, ela pesquisa sobre

E aí, meu povo, como estão? Abalando nesse mundo de comebacks, esperando Everglow lançando farofas tryhard com a Onda sem linha alguma?

(G)I-dle é um grupo forte atualmente, qualquer coisa que elas façam rende bons lucros para a CUBE, tanto que aquele pré-lançamento do K/DA rendeu uma compra de 5% da bolsa de valores da empresa, imaginem o que vem depois. E como fazia tempo que eu não fazia essas pautas aleatórias para falar dos meus favs, então vamos caminhar um pouco pela discografia do grupo.

Quem acompanha o grupo desde o debut, podem reparar que a produção, nesse caso, a Soyeon, caminha como se fosse uma trilogia os seus lançamentos. E estou aqui para falar um de cada um, até porque é bom olharmos bem para um.

Primeira Trilogia: Caminhando pelas Culturas

Meio mundo chegará tacando tijolada em mim, pois estou acusando o grupo de apropriação cultural. Teoricamente, isso é uma piada que muitos da fanbase decidiram abraçar, enquanto outros ficam doídos com isso. Porém, não é porque elas fizeram alguma referência a alguma cultura que você, projeto de militante de Twitter, pode sair atacando o grupo.

Latata – Um pulo rápido e turbulento na Índia

Ah, ninguém botava fé nesse novo GG misterioso da CUBE, ainda mais que uma já era conhecidíssima pela fanbase, com risco de ser o Miss A da CUBE. E depois do flop tenebroso que o CLC passou, temiam mais um flop. Ah, mas depois que saiu Latata e conhecemosesse grupo 50% coreano 50 % internacional, sabemos que o grupo só subiu. Muitos não dão muita moral para Latata, acham-na superestimada, mas até ficaram de queixo caído como as mulheres chegaram no Queendom e soltaram a versão Minnie rogando praga.

Claro, não podemos esquecer que esse single, apesar da base instrumental não ter nada demais com cultura alguma, apenas algumas referências que a Soyeon deve ter achado no Soundcloud, o caos que tivemos na Índia pelo uso de mandalas nas mãos foi enorme, e não podemos esquecer que essas tattos são símbolos religiosos no país.

Com matriz budista e hinduísta, muitos causaram e até chegaram a boicotar o grupo no país. Não lembro se teve aquele pedido básico de desculpas, mas elas estão firme e forte no país, então o boicote não foi tão longo.

Hann (Alone) – Uma visita ao Oriente Médio

Depois, uns meses em seguida, as meninas pegaram um avião e caíram no Oriente Médio. Eu acho que esse conceito vai mais pelo uso de cores quentes e ambientes que remetem a países da região, porque intrumentalmente não tivemos nada que gritasse “Isso aqui é uma clara referência ao instrumento X que é muito usado pelo país Y no Oriente Médio”. Claro, dona Soyeon quase foi morta pela picada de um escorpição preto, conhecido por ser originário dessa região.

Mas ela soltou aquele diss para o escorpião, em que ela aprendeu em seu tempo de Unpretty Rapstar, e ele fugiu com o telson por entre as patas e vida que segue. O clipe da Hann acaba sendo icônico pela Shuhua ter as primeiras linhas, ter a Soojin de cabelos vermelhos e mais a Soyeon parecendo que está desidratada naquela cena em que ela faz o rap.

Señorita – Um ritmo latino com um Brasileiro no vocal

Última viagem pela aviação (G)I-dle, elas se perderam e não sabiam onde caíram, pois com inspiração no flamenco, tango e sabe sei lá mais quantos ritmos latinos que não fosse o reggaeton, Soyeon fez aquele feat esperto com o brasileiro que gritava “Senhorita” toda hora no break.

Essa foi outra faixa que não teve grandes problemas, até porque pegara estilos que o mundo estava surrupiando da Europa. E aquilo, do que os colonizadores fizeram com o mundo, surrupiar um pouco um estilo de música deles nem é nada.

Segunda Trilogia: Uma viagem no tempo

Soyeon abandonou o avião (G)I-dle e pegou a máquina do tempo do Franjinha da turma da Mônica, pois ela decidiu ir brincar em alguns estilo mais “passados”.

Uh-Oh – Um pulo em “Um maluco no pedaço”

Essa aqui deu problema na época. A situação foi: Minnie soltou que gostaria de fazer um estilo retrô, mais voltado ao hiphop, de usar dreads e caixa de tranças. Nisso, a fanbase internacional correu, mandaram cartinhas para a fanbase coreana, com a explicação toda e tals, ela costuma receber essas cartas com muito carinho, leu, entendeu a situação. Só não podemos esquecer que a Minnie é tailandesa, então toda a cultura do país pode ser usada por ela.

O que nós temos que fazer é procurar mais sobre o que eles fazem ou deixam de fazer nos clipes, porque alguns aspectos que nós achamos que são apenas sobre a cultura afrodescendente ou sobre os nativos estadunidenses, podem existir no mundo todo.

E, se tivessem chamado o Will Smith, Uh-Oh seria facilmente a abertura dos novos episódios de Um Maluco no Pedaço. Mas, pelo azar dos haters, essa aqui nem é a favorita de muita gente dentro da fanbase.

Lion – Uma Cruzada pelo poder do Leão

Comeback War no Queendom resultou num dos singles preferidos da fanbase, eleita como a melhor música de Kpop de 2019 por muitas revistas. Soyeon pegou sua máquina no tempo e decidiu retornar um pouco mais longe, lá na Idade Média, época de Cruzas, buscar elementos épicos para compor essa música e entregar um hino empoderador sobre ser uma leoa nervosa pronta a se defender.

E foi a primeira música que a Shuhua cantou mais de 10 segundos sem problema algum. Ou seja, fanbase deitou gostoso para essa aqui.

Oh my god – Na Idade Média, um grito religioso

Última parte da trilogia temporal. Soyeon tinha gasto todas as suas forças indo para a Idade Média, que só tinha combustível para voltar ao presente, então andou mais um pouco, fugiu para uma Igreja, pois achavam se tratar de uma leoa raivosa, e encontrou alguns cantos gregorianos nesse meio de caminho.

Oh my god foi uma faixa que causou por um motivo tosquíssimo, mas causou. Com o uso de god no título e, percebem, a letra g está em minúsculo, ou seja, não é o Deus católico, pode ser um outro deus de determinada religião, ou apenas a expressão “ó meu deus”, então o caos de alguns religiosos em cima foi um pouco exagerada (Mas estão ouvindo Lúcifer do Shinee com toda a força).

Mas como a Soyeon pegou toda essa referência religiosa, misturando com trap e eletrônico, toda a construção com instrumentos como órgão,batidas pesadas, bem estilo gótico medieval, dando um ar celestial a faixa, então é explicável toda essa inspiração.

Terceira Trilogia – Saltando entre Filmes e Séries

Quando pensamos que teríamos um descanso, já temos Soyeon com a sua nova trilogia. Enquanto Yooa foi no Irmão Urso para o seu Bon Voyage, tivemos Irebe & Seulgi com Monster para uma temática Love Death & Robots, ou até mesmo IZ*ONE com SSOTS com um Lago dos Cisnes mais moderno, acharam mesmo que a Soyeon não ia rebolar essa criatividade hoje?

DUMDI DUMDI – Hakuna Matata

A abertura de A Guarda do Leão, spin-off de O Rei Leão, é tão isso aqui. Mas a Soyeon pensou “seremos massacradas como em Fire, com aquele jungle concept ridículo (Sim, aquela apresentação foi problemática), então vamos ir atrás de um country concept para evitar problemas”.

E, pensando que a Soyeon anunciou quye sente vontade em fazer um comeback estilo Destiny do Oh My Girl no Queendom, ou LIT do Oneus, então podemos esperar uma nova princesa empoderada coreana para o filme. Quem sabe num debut chinês do grupo, elas não puxam o tapete do novo filme da Mulan (Se nem a crítica chinesa gostou do filme… Quero saber em que raios a Disney errou dessa vez).

E, pessoal, essa pauta é apenas para divertir, apenas para aliviar o corpinho de vocês da tensão dos últimos meses. Não é uma crítica ao grupo, é apenas uma descontração. Sim, teve casos polêmicas, mas não resumimos a carreira toda do (G)I-dle em apropriação cultural.

***

Oi, pessoal, como vocês estão? Então, vim aqui fazer uma promoção minha. Para quem não sabe, eu também sou escritor autônomo e independente, possuo algumas histórias publicadas no Wattpad e no Nyah! Fanfiction. Deixarei os links abaixo para quem quiser me seguir lá e me acompanhar, estarei fazendo postagens novas, além de revisões das histórias já lançadas.

Agradeço desde já, do fundo do meu coração, quem puder fazer isso.

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5 respostas em “(G)I-dle: uma viagem cultural, temporal e cinematográfica”

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