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Álbum Review Lady Gaga

Álbum Review: Lady Gaga – Chromatica

Lady Gaga passou por diversos problemas desde o lançamento do tão polêmico Art Pop (Que metade preferiu ignorar na época para dizer que hoje é incompreendido), desde uma fase jazz que consolidou a mulher entre os apreciadores do estilo. Ela retornou com Joanne em uma fase mais country e se reergueu em uma fase pop balad com A Star Is Born. Disso, o tão aguardado comeback com o álbum Chromatica era esperado e finalmente está entre nós (Sem um vazamento, meu Deus!).

Singles e Clipes:

O lead single para o novo álbum dela foi Stupid Love. Com uma forte referências de dance e disco house, ela marca a volta de uma das maiores cantoras do pop com um estilo que vem se mostrando forte. Muitos estão nessa vibe de Disco House, como Dua Lipa e Doja Cat, então vemos que o pop está caminhando de sair do Trap para o Dance Music (Assim como saiu do EDM em 2010 para o Tropical House em 2013 para o Reggaeton em 2016 e Trap em 2017. Eu já falei sobre isso em um post sobre o Pop). A música, por ser sido vazada anteriormente, eu jurei que só seria uma b-side. Mas eu vi umas teorias de que o vazamento pode ter sido estratégico para ver como o mundo abraçaria essa nova era da Gaga. Quem viu o post solo do lançamento de SL, viu que eu detestei o clipe e que ela poderia ter feito algo amais, não inovador, mas que abrangesse mais uma edição e roteiro melhor.

O segundo single foi Rain On Me, um feat com a Ariana Grande. Eu fiz um post solo logo no dia do lançamento, mas esse é o review total, então vamos falar. Eu achei a música boa, mas o efeito repeat comigo não rolou (Até hoje, infelizmente). Ela continua com a mesma vibe disco/dance, com um up mais no refrão que cai num estilo mais pista eletrônica, o que segue a estrutura de SL.

Sobre o clipe, já acho muito melhor que o de Stupid Love, tem muito fanservice, mas ainda sinto que faltou alguma coisa, um cortes maiores, algo que chamasse mais atenção. Eu acho que a Gaga, pela história toda, deveria fazer um álbum visual (Claro que teremos outros singles e clipes, espero), porém a gravadora não deve estar muito a fim disso.

Track by track:

O álbum conta com 16 faixas entre b-sides que podem ascender à single e interludes que conversam bem entre uma faixa e outra. Começamos com o Chromatica I, o primeiro interlude. A faixa começa bem melódica, um acorde épico em piano e violino, algo que eu veria realmente como uma intro de algum filme nesse estilo (Por que raios esse álbum não é visual?).

A primeira faixa é Alice, ela entrega muito bem um estilo dance com um EDM bem claro nos refrões, mas o que me segurou e me fez gostar foi o início, que dialogou muito bem com o Chromatica I, além dos vocais dela nesse efeito eco ficaram excelentes. Na ordem do álbum, Stupid Love e Rain On Me são as próximas. A próxima é Free Woman, e ela conversa muito com Alice, tanto que ambas parece se conectar (Para não dizer que essa é follow-up daquela), mas isso faz parte de toda a coerência que o Chromatica vem fazendo.

Fun Tonight já é uma quebra no fluxo de músicas mais pista que ela entregou, reduzindo a velocidade para uma uptempo mais contida, com os vocais mais em destaque do que o próprio instrumental. Gaga ainda entrega um refrão eletrônico, mas eu já enxergo esse momento mais como aquele break para pegar uma bebida numa festa sem sair da pista de dança. E vamos para mais um interlude, o Chromatica II. Ele permanesce nos acoredes épico, mais neutros, porém o final coloca um up muito mais intenso (Momento em que o herói toma a iniciativa para agir e começa os momentos de tensão final). E esse interlude faz um link direto com a próxima faixa.

911 inicia com um drop e vai crescendo com uma voz autotunada no ponto para dar um ar futurístico. Ela não chega explodir, mas mantém um nível estável no instrumental, indo mais a um synthpop do que fielmente no disco/dance ou eletrônico. A próxima é Plastic Doll, ela segue a linha das canções anteriores, entregando algo mais calmo, mas ainda seguindo como uma pista. Por ser uma das mais longas do álbum, com quase 4 minutos, ela consegue fazer uma faixa que não cansa.

E o tão aguardado single com as PretoRosa foi um single promocional que virará single, que empresa jogaria esses números no lixo? Porque as meninas lucram fácil. Como eu disse na pauta solo, eu achei a música um porre de ouvir no início, mas agora estou digerindo mais facilmente, além de que no álbum ela dialoga muito mais do que um single solto (Um dos problemas de se amarrar um álbum tão bem). O erro dela é ser curta, não ter uma brigde marcante e um refrão final explosivo, uns 30 segundos amais não mataria ninguém (Colocasse um Lady Gaga and BlackPink are the Revolution).

Enigma é a próxima faixa. O vocal da Gaga nessa aqui está perfeito demais, conseguiu dar um up forte. O pré-chorus mais melódico está no ponto, além do refrão sendo bem marcante. Replay ela entrega um eletrônico bem forte no refrão, mas percebi que ela fica mais abaixo que Enigma, e eu senti essa música mais cansativa.

Chromatica III é o último interlude, algo bem mais ópera clássica, o que engatamos com Sine From Above, o feat com Elton John. A voz mais rasgada dele ficou muito bem com a da Gaga, apesar de eu estranhar um pouco, mas deles terem entregado algo mais ópera eletrônica ficou perfeito demais e deu uma renovada no ar do álbum, mas sem sair do refrão eletrônico. Só esse final que despiveta num eletrônico doido que foi bem aleatório, mas relevemos.

1000 Doves segue o que a faixa anterior propôs, algo mais eletrônico puro dialogando com um vocal mais dramático, e Babylon é algo mais vouging (Está certo, né?), com vocais e instrumental bem contido, entrega algo que termina muito bem o álbum, porque você pode dar o replay e ainda dialoga com o primeiro interlude e o ciclo se repete.

Conclusão:

Single Stupid Love: 10/10;

Clipe Stupid Love: 4/10;

Single Rain on Me: 7/10;

Clipe Rain On Me: 8/10;

Álbum tracks: 55/60;

Nota final: 84/100.

Considerações finais:

O álbum da Gaga é extremamente coeso, muito bem costurado, entregando faixas curtas e compridas que conseguem se manter firmes durante a reprodução. Além disso, não podemos negar que a forma que os interludes conversam diretamente com as faixas próximas é algo que poucos fazem. Claro, há pontos fracos como algumas faixas boas que poderiam ser maiores (Sour Candy), ou faixas um pouco mais compridas que cansam e uns segundos amenos daria um up.

As melhores são 911, Sine From Above e Alice.

Quanto as clipes, vocês já sabem a minha opinião. O que eu senti desse álbum? Se fosse uma temática Love, Death amd Robots com O Cristal Encantado, ambos na Netflix, acho que visualmente todos teríamos um prazer enorme em rever e ouvir com maior frequência, no meu caso. O álbum é ótimo, fiquei surpreso em gostar e várias irão a minha playlist. Então é isso, bom aproveito e deem stream na Mother Monster.

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