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Deixando todo mundo ainda mais confuso, ITZY está de volta

ITZY é o mais novo grupo da JYP Entertainment e seu debut foi extremamente aclamado pela crítica, criando uma enorme legião de fãs desde o início, isso inclui a minha pessoa. Então, a espera do segundo comeback com o segundo mini álbum era extremamente aguardada.

Um monte de midzys vai descer a lenha em mim, porque eu creio que, por hora, essa é a title mais fraca das meninas. Óbvio que uma hora o JYP erraria na mão na hora de lançar uma title, visto que o conceito experimental delas entregam estilos que podem conversar ou não com o público na primeira impressão (Que é o momento em que eu escrevo as pautas, como se fosse um react). Com uma mistura de pop eletrônico e EDM, Wannabe não evoca o que as Spice Girls lançaram, mas entrega um single bom e firma para as meninas em uma discografia que só vem aumentando.

O MV é um detalhe que não tem como errar, uma vez que a beleza das meninas sempre está muito bem trabalhada, além de figurinos (Acho que é a era em que os figurinos estão mais simples em relação ao MV, vamos ver aos stages). Apesar de ser um dos mais simples delas, sem uma edição como tivemos em Dalla Dalla ou Icy, mantém toda a essência do grupo uma videografia dela. A coreografia aparentemente é a mais difícil das title, mas como o efeito principal de Wannabe é a velocidade, então não sei na real. O único detalhe que me incomodou real na música é o break que tem cara de break, mas passa batido por ser bem simples.

Bora comentar sobre esse mini álbum que não tem um remix para lotar espaço? São um total de 6 b-sides, dando sete tracks com a title. Então comecemos com TING TING TING, uma tentativa de refazer o que foi It’z Summer com uma mistura de Cherry, pois entrega uma melodia sensual, ao mesmo agitada em pontos bem fortes. É bem estranha a construção dela em muitos pontos, e estranhei bastante. Como é uma b-side, ela funciona mais assim mesmo. THAT’S A NO NO, uma mistura de eletrônico com pop, puxando para o hip-hop em alguns versos. Não chega a ser uma das coisas mais originais do kpop, porém é mais cativante que Ting Ting Ting, além do meme que virou os “Ratatata”.

NOBODY LIKE YOU é uma faixa mais pé no chão, tem uma faceta que remete muito ao rock dos anos 1990/2000, em que bandas de rock indie ou emo estavam estourando a cada esquina e uma nova surgia em uma garagem vazia, além também das referências eletrônicas. YOU MAKE ME volta a puxar uma referência sensual na melodia. Dessa vez, com um trap bem mais exposto do que as tracks anteriores, além do EDM que tornou-se marca da maioria das faixas do grupos. Apesar de ficar mais pop pelo refrão, a faixa mantém na linha essas características.

I DON’T WANNA DANCE é a faixa que eu mais esperava, muito mais que a própria title. Então eu fiquei um pouco surpreso com a melodia e o desenvolvimento. Eu não entendi se foi uma tentativa de fazer algo que remete-se a hinos, ou ficar pé no chão com o hip-hop como parte em alta da discografia das meninas. Senti uma tentativa de IT’Z SUMMER 2.0, mas não sei se foi apenas eu. Encerrando, tivemos 24 HRS, a faixa mais trap que mais lembra mesmo Cherry. Como muitas das faixas gritam os estilos hip-hop e trap, em que as faixas desses estilos são muito próximas em semelhanças, então fica difícil não apontar que uma é ou não follow-up da outra.

Conclusão:

Single: 7/10;

MV: 7/10;

Álbum Tracks: 20/30;

Nota final: 34/50.

Considerações finais:

Por ser o primeiro álbum real das meninas em que não foram reutilizadas o debut e a b-side como remix, o que eu jurei que o JYP faria com ICY e aquele remix perfeito do Melon de 2019, então fica dificil dizer se foi ou não uma evolução do It’z ICY para It’z ME. Contudo, pelas semelhanças dos estilos que usam para montar o repertório das meninas, fica difícil ter algo muito inédito. Claro, JYP não deixara o ITZY como mais um grupo qualquer que lança um conceito que não dá certo e muda do nada (Twice já foi assim, não irá querer outro).

Disso, acho um comeback na média, não tão forte como o DALLA DALLA ou ICY, mas ainda assim é bem marcante, tem b-sides boas, que o JYP poderia trabalhar estilos não tão vistos nas meninas, tudo dentro da proposta delas. Afinal, uma balada ou uma retrô em jazz costuma dar um ar diferente nos comebacks, mas desde que seja feito de forma coerente e memorável.

Então, essa foi a minha review, um bom dia e beijinho!

OBS: Para quem está estranhando o MV da Taeyeon não ter saído, foi comunicado que o pai dela faleceu nessa madrugada e a SM decidiu adiar o lançamento do single e do clipe de Happy. Mandem boas energias para a Tae, é aniversário dela e a perda de um parente, ainda mais de alguém muito importante em uma data tão específica, é muito impactante (Eu sei disso, tenho minhas experiências).

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