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Álbum Review: BTS – Map Of The Soul: 7

BTS é, atualmente, o grupo que encabeça a onda hallyu tanto para o Japão quanto para o ocidente. Então o lançamento de seu quarto álbum de estúdio era esperado por todos. Então vamos para a análise! OBS: Como eu não sei o que eles reciclaram ou não, e como o MOTS7 é um repacked de tudo o que eles lançaram desde o Persona, vou fazer aquela análise de tudo como se fosse um álbum apenas (Basicamente vou seguir o que está no Spotify).

Singles e MVs:

O álbum abre com o solo do RM, Persona. Além de referências diretas de hip-hop, e ele sendo como um rapper digno do grupo, a música é boa, ela te prende, principalmente pela letra, mas não faz o meu estilo, além de não ter um refrão que te segure para ouvir outras vezes. Nem tem o que falar do MV, ele está impecável.

A title do ano passado, Boy With Love, acho que todos já sabem que eu não gosto, uma vez que as vozes mais graves dos integrantes, especificadamente dos rappers, não combina com o ar adocicado da melodia, que traz estilo de dance house bem anos 1970. Temos a participação da Halsey, que tem um tom vocal que combina muito com a title, sendo o ápice de BWL. Como Persona, o MV está lindo, só as roupas rosas que parecem pijama, mas isso é piada até no fandom.

Make It Right foi um single promocional que teve parceria com Lauv. Por eu já ter escutado muitas músicas com ele, combinou muito ambos os conceitos com os vocais. E, apesar de ser adocicada e ter um instrumental mais pop indie, combinou inclusive com o vocal dos rappers, não dando a mesma impressão que a title deu para mim. O MV, pelo menos, teve a também da história em desenho, porque um clipe só de turnê é demais também.

Eu acho que Shadow foi a melhor intro que tivemos nessa era de MOTS. Apesar de ter uma transição de instrumental muito brusca, a pegada melódica, com violinos ao fundo, um refrão que se aproxima do eletrônico vocal, coisa que já vimos no BTS (Save Me e I Need U), mas com um timbre mais lento. Entregou bastante do que receberíamos no resto das promoções. MV é ótimo, assim como Persona.

Tivemos então Black Swan como o ponta-pé inicial das promoções do álbum. Como eu havia reparado antes, eles lançaram uma versão para o YouTube e outra para o álbum. Qual a lógica? Nenhuma. Contudo, a versão do álbum é mais limpa, mostra bastante do lado medieval que entregaram, principalmente com o uso de instrumentos clássico, como violino e piano, além de sintetizadores e teclado elétrico. Eu achei simples, mas a proposta é essa, então a coreografia do grupo de dança segura bastante.

Tivemos agora, então, a title de 2020. ON, como disse no post solo, segue um instrumental operesco com banda de fanfarra que conversa muito com as prévias, principalmente Black Swan. Não sei se foi impressão minha, mas achei meio bagunçada a música, os vocais estão bem misturados, não consigo diferenciar quem canta ou não, ainda mais que lotaram de autotune o vocal deles. Realmente não precisava, porque os meninos são extremamente talentosos. Em relação ao MV, venham o post solo marcado, porque não tem o que falar.

Por fim, temos EGO, o último teaser do grupo antes do lançamento oficial a title. Basicamente, ela sai da bolha do que tivemos anteriormente, dando algo bem mais alegre, mais animado, algo voltado ao retrô house que grita solo do J-Hope, sem dúvidas, mas destoa do resto das melodias. Então, quebra a linearidade que recebemos em 2020. Creio que é o clipe que mais destoa em relação à Intro e ao Interlude, mas como é o J-Hope que canta e esse é o estilo dele, então está dentro do esperado.

Track By Track:

Então vamos iniciar a análise das b-sides desse álbum? Jamais Vu se aproxima do que teríamos como balada vocal do BTS, com um instrumental mais simples, voltado apenas para os sintetizadores bem suaves, dando apenas aquele down nas lines dos rappers. É uma música boa, mas nada que realmente cativa para eu ouvir novamente. Dionysus remete muito algo que Idol entregou, um instrumental mais hard, que lembra muito uma banda de rock, misturada com um eletrônico forte (Linkin Park em Burn It Down, por exemplo). Seria uma title bem melhor do que BWL se tivesse, talvez, um apelo mais inédito, pois tivemos Idol anteriormente. Como toda apresentação, eles tiveram aquele apelo grego, e eu super amaria ver um MV nesse estilo.

Filter segue a linha do midtempo, com toques suaves que remetem um reggaeton, com referência country, talvez. A construção está boa, tem realmente cara de b-side, ou algum single reciclado no álbum japonês. Ela segue uma vibe gostosa de ouvir, combinou muito com a voz do Jimin (Até parece solo dele, aliás… E é mesmo o solo dele). Em seguida, temos My Time também é uma midtempo bem gostosinha de ouvir, os vocais combinam bem com a melodia. Louder Than Bomb já traz um conceito mais eletrônico, bem melodia dramática (Já vimos esse estilo em Don’t Leave Me, também do BTS).

UGH! tem todo uma referência mais pesada para combinar com o vocal dos rappers, uma vez que eles possuem uma maior prevalência nas lines (Se é que algum dos outros 4 participaram). Aproxima-se muito do que um estilo hip-hop entregaria. 00:00 (Zero O’Clock) é outra balada vocal, possui uns ritmos que remetem guitarra e violão, não estourando mais que isso. Inner Child segue o mesmo estilo de 00:00, porém o estilo mais animado do refrão a deixa mais chiclete, fazendo o moro repeat ser mais forte.

Friends é uma mistura fresh tropical, entregando uma melodia animada (Parece músida do High School Musical, e isso pode ser interpretado como elogio dependendo do gosto de cada um, pois eu gostei). Moon também parece música de trilha sonora de filme teen, principalmente aquele momento em que todo mundo organiza uma festa, ou as coisas em um acampamento. Sem zoeira, eu imagino alguém usando esssa track para isso. Talvez seja pelo instrumental que remeta rock dos anos 2000.

Respect parece uma follow-up mais suave do que Persona entregou, talvez seja pelo hip-hop puxado para o eletrônico que tenha dado essa impressão. We are Bulletpropf: the Eternal parece algo que eles já entregaram, principalmente pelo refrão com os vocais de todos, só que eu gostei bastante dessa música. Como o álbum vinha com essa sequência de músicas a cara deles, mas sem inovar, essa aqui que inova menos ainda me surpreendeu para melhor. Jogando totalmente no safe quanto o EDM e os vocais, foi o maior acerto do álbum.

Por fim, temos a title ON, mas com a participação da Sia, uma das cantoras mais aclamadas da atualidade. A música, quando tem parceria, dependendo de qual, chega a ter um ápice comigo, como foi com Idol e a Nicki Minaj, ou até BWL com a Halsey. Aqui, até fiquei bem ansioso por ouvir a voz da Sia, mas a voz dela foi abafada pela voz dos 7, que já estão bem autotunadas (Ainda não entendo o porquê fazem isso), então a voz dela fica perdida. Talvez vai rolar um MV com os vocais dela, além do áudio que ela compartilhou no próprio canal do YouTube. Agora, como o clipe será, eu já não sei, ela não aparece nem nos dela, quem dirá no dos outros. Claro, podemos ser surpreendidos, e assim espero.

Conclusão:

Singles: 18/25;

MVs: 18/25;

Álbum Tracks: 26/50;

Nota final: 62/100.

Considerações Finais:

Acho que o BTS está onde chegou como cabeça da onda hallyu por um motivo. Felizmente, a pegada bad boy do debut eles esqueceram, então estão em algo mais limpo e polido. Contudo, não creio que algumas faixas funcionam com eles. Claro, não posso dizer o que funciona ou não quando a produção da BigHit soca autotune no vocal deles até cansar. Das 20 faixas, a que mais realmente me surpreendeu foi Dionysius e We Are Bulletproof, sendo as únicas que tomaram nota máxima (10/10, depois eu faço uma conversão para ficar correto). Dos MVs, todos são muito bem feitos, alguns mais simples, mas com todo uma construção (Black Swan), outros fortes em fotografia (Persona e Shadow, por exemplo) e um básico demais no quesito produção (ON).

Se olharmos todo o trabalho deles, há uma coerência. Contudo, como aqui eu mostro a minha opinião, eu achei uma trabalho forte para a fanbase e talvez fraco para quem é de fora, depende do que cada um gosta. Eu, por exemplo, prefiro toda a Era Love Yourself, tanto em b-sides como em titles.

Uma resposta em “Álbum Review: BTS – Map Of The Soul: 7”

[…] Como todos sabem, a BigHit tomou um chá de ervas bem estranhas e dicidiu ocidentalizar os lançamentos do BTS, sendo que teve 3 pré-releases, 1 MV performance da title no dia do lançamento do álbum e, só depois de uma semana, que tivemos o MV oficial de ON. Devido a isso, e por já haver duas pautas sobre eles, vou comentar mais sobre o MV e atualizo a nota que tem no Álbum Review. […]

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