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Álbum Review: Kesha — High Roads

Depois de passar por muitos problemas com o antigo empresário, Kesha fez seu comeback com o álbum Rainbow. Ganhando um novo holofote, ela retornou a fazer shows e a conquistar novamente o coração dos fãs. Com isso, tivemos seu novo álbum em 2020.

Singles e Clipes:

O lead single foi Raising Hell, com a participação de Big Freedia. Trazendo toda a versatilidade em juntar conceito com farofa, ela trouxe uma pegada gospel com um ar pista de dança, uma mistura de Tropical House com Deep House. O clipe dessa track entrega muito o que a Kesha quer passar nesse álbum, principalmente com a parte gospel. Desde intercalando em algo estiloso, como o estilo Kesha, além do girlpower que ela traz na letra.

Tivemos também My Own Dance com clipe. Relembrando muito um country com uma pesada bateria e baixo ao fundo, dando um ar mais dark para toda a evolução. Não chega a estourar em ponto algum, mas segue um ar farofa. O clipe de MOD grita estilo Kesha, um clipe sensual, com cenas insanas que chega a ser hilário, como vimos, por exemplo, em C’mon ou Blow, dela mesma.

Track by track:

O álbum abre com Tonight. Inicialmente, a música parece uma balada com acordes de piano, focando no vocal da Kesha. Em alguns pontos, parece que foi usado auto-tune, mas só impressão minha. Contudo, a música tem um down que se aproxima de um hip-hop e segue acordes de guitarra e bateria, mas toda a construção remete muito à música gospel, o conceito do álbum em si. Depois, viemos com High Road, faixa-título do álbum. A música tem uma evolução híbrida, começando como uma mid-tempo com sintetizador, passando para um hip-hop elétrico.

Shadow remete muito a algo que a balada vocal, mas tem um instrumental de banda, um vocal gospel, a famosa música de bater palma lentamente enquanto escuta e aproveita o ritmo. Honey é um trap leve com pegadas no violão e bateria, não chega a estourar, e fica com vocais mais contidos, além de toda a essência de turma reunida. Cowboy Blues é mais vocal e segue um instrumental de ukelelê (?), uma música bem calminha, para relaxar.

Resentment segue a linha violão e vocal gospel, além de carregar muitas parcerias: Brian Wilson, Wrabel e Sturgil Simpson. Little Bit of Love começa com um teclado, bem estilo musical da disney que grita a música solta, evoluindo para uma banda que estoura, mesmo que rapidamente. Birthday Suit é um R&B com eletrônico, com um vocal mais agitado, trazendo um ar mais jovial do álbum, com um refrão que grita ritmo de video game. A música é boa, mas a construção dela é bagunçada. Kinky lembra uma música que ela lançaria como single na época de Die Young. Tem uma pegada house music, com um retrô gritando no eletrônico, o refrão é agitado, bem bubblegum.

The Potato Song deve ter sample daquelas músicas temas de festival, pois começa bem naquele estilo carrossel. BFF possui a participação de Wrabel também, essa é uma disco house bem suave, com sintetizador no instrumental, dando um lado angelical. É uma mid-tempo bem gostosinha de ouvir (Parece muito uma música que estaria no desenho do Hércules da Disney). Father Daughter Dance não tem um estilo que eu consegui decifrar, é muito mais acapella em muitos pontos, o violino ao fundo em outros dá um ar dramático, mas a canção perde muito ponto por não saber para qual caminho vai.

A penúltima do álbum é Chasing Thunders é a mais pura country track do álbum, tanto nos vocais, quanto na construção, só muda mais quando chega no pós-chorus, que se aproxima do épico. Por fim, encerramos com Summer. Novamente, outra track com uma evolução e instrumental estranho, tem um pé no gospel, o outro no country, algo grita trilha sonora de filme épico infantil, como BGA.

Conclusão:

Singles: Raising Hell – 10/10; My Own Dance – 10/10.

Clipes: Raising Hell – 10/10; My Own Dance – 10/10.

Álbum tracks: 27/60.

Notal final: 67/100.

Considerações finais:

Diferente dos singles, que são bem mais digeríveis, talvez por serem bem mais comerciáveis, além dos clipes que entregam um frescor retrô e aquele estilo divertido da Kesha, as álbum tracks são poucas as que cativam. Para não dizer que são estranhas, o que não são, pois ela traz estilos já conhecidos pela Kesha, como o country e o dance house, mas tivemos o R&B e o gospel na construção, fora os inúmeros instantes em que o acapella foi quase constante para demonstrar o poder vocal dela. Eu resumo esse álbum como experimental, tanto pelas músicas bem híbridas, quanto pela divergência dos estilos que montam todo o trabalho. Não é um álbum ruim. Longe disso, eu achei que dentro da proposta inicial dele, há muita coerência, mas ele não trabalha de forma linear.

E essa foi a minha análise do álbum, não foi uma das melhores, tanto que a nota mais abaixo do que o normal entregou isso. E até um próximo post.

3 respostas em “Álbum Review: Kesha — High Roads”

My own dance foi escrita é produzida pelo Vocalista do Imagine Dragoms. Eu já esperava que a música seria ruim kkkk achei uma péssima escolha como segundo single/ single promocional, mas, fazer o que né.
Gostei muito da sua análise!! Minha favoritas são Father Daugther Dance e Rasing Hell.
Achei um álbum ok. Não é nenhum Warrior ou Rainbow, mas fico feliz da Kesha continuar fazendo o que ela gosta mesmo passando por tantos traumas. Apesar de não ser o maior fã, e nem mesmo um grande ouvinte eu sempre simpatizei muito com ela.
Parabéns pelo blog 😁

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