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Álbum Review: Red Velvet – The ReVe Festival

Comemorando seus 5 anos de debut, Red Velvet se consagrou no kpop como um grupo experimental que moviam de gênero e conceito a cada comeback, surpreendendo para melhor ou pior os Reveluvs, seu fandom. Claro que para comemorar metade da década elas não deixariam de nos surpreender a cada instante com algo comemorativo, e assim recebemos o anúncio do The ReVe Festival, um álbum dividido em 3 partes, sendo o último um repacked. Entre polêmicas, conceitos atrapalhados e muito caos no Kpop, vamos analisa toda essa comemoração que começou com o Day 1, passando pelo Day 2 e terminando no Finale.

Titles e MVs:

Começamos com a maior controvérsia de 2019, logo depois do debut do ITZY, Dalla Dalla, que foi Zimzalabim. Que acompanhou o blog antes de eu fazer um limpa, sabe que, inicialmente, eu detestei a música, era uma barulheira enorme e sem precedente, mas que hoje eu escuto como um louco, ponho no repeat de vez em quando e sei boa parte da coreografia, sendo basicamente o refrão e o break dance. Claro, elas não inventaram a roda, no máximo o ódio eterno de boa parte dos kpopers. Com instrumental que vai de um EDM fritação até pistas mais calmas que vão causando boa impressão do vocal da Wendy e da Yeri, além de um rap ajeitado da Irene, apesar de não ser o melhor dela. O break de dança é a segunda maior fritação de cérebro do mundo, mas nada se com o final da música, que é pista, EDM, fritação, high note da Wendy e coreografia impecável. O MV não fica em segundo plano, sendo o mais caro, provavelmente, da carreira delas, desde os efeitos visuais até toda a construção do Parque de Diversões em CGI. Só não comentarei das roupas porque são horríveis.

Como segundo dia do festival, elas apontaram para algo mais safe do conceito Red, que foi Umpah Umpah, uma música até que com um conceito bom sobre precisar respirar e chegar à superfície de um relacionamento que você afundou demais nele. Extremamente viciante, ela entrega bastante do lado Red do grupo, algo bem dançante, uma pista bem agitada, totalmente colorido e que entraga muito o lado do verão, provavelmente o single mais safe delas depois de muitos anos. O MV, porém, é o mais fraco delas, batendo de frente com a produção de Red Flavor, uma produção feita de qualquer jeito, bem fraca, totalmente barata. Não esperava o nível de Zimzalabim, mas não precisa esculachar tanto.

Por fim, acreditando que essa comemoração encerraria apenas em 2020, tivemos o anúncio do The ReVe Festival – Finale para quase na véspera do natal, com a title Psycho, carregando bem o lado Velvet delas, com conceito bem mais maduro, um pouco de R&B em sua construção, um estilo bem visto em Bad Boy, por exemplo. Além de não explodir em nenhum momento como Zimzalabim, temos vocais mais agudo da Wendy e Seulgi e mais contido das demais. O refrão é viciante, a coreografia também, mesmo complexa. O clipe teve uma evolução, felizmente de Umpah Umpah, com fotografia bem mais feita, mesmo com aquele efeito sepia na frente para dar ar de psycho nostalgico.

Track by Track: The Reve Festival – Day 1

Depois da title, a primeira b-side é uma das melhores b-sides de 2019, e o que eu falo é lei. Sunny Side Up merecia ser title no lugar de Umpah Umpah, ou ao menos, ter um Mv babadeiro como Zimzalabim. A pegada fresh de verão com o espírito reggae é perfeita, combinando muito com o verão. Em seguida, temos Milkshake. Ela segue a pegada verão do EP, mas com toque mais up-tempo que não grita title, mas serve como uma perfeita b-side, além de ser cara de trilha sonora de filme na praia para gastar cena de arrumação de mala e viagem. Bing bing não fica para trás, além da cara fresh, um rock-pop eletrônico bem modelado.

Parade já começa a desacelerar todo o processo animado do álbum, não chegando em uma balada, mas sendo uma up-tempo contida com sintetizador, gritando música de filme da Barbie. Entretanto, o refrão já explode em um pop eletrônico cantado. LP segue uma linha R&B de estalar os dedos, mas sem perder o fresh que o mini trouxe, com um refrão delicado, voltado ao vocal e um instrumental mas agitado. Impressionante que o Day 1 não tem uma balada vocal.

Track by Track: The Reve Festival – Day 2

O Day 2 começa com Carpool. Assim como a primeira parte, continua o lado mais fresh e veraneio das b-sides, ainda mais que essa aqui basicamente grita verão da Disney. Remetendo um estilo mais anos 1970, deixa um nível estável de instrumento, sem estourar realmente. Love Is The Way seria a primeira mid-tempo vocal do The ReVe Festival, mas não é tão lenta para ser uma baladinha vocal. Além de carregar tons de R&B, ela tem uma pegada jazz. Jumpin’ é a melhor b-side esse mini, além de carregar um lado mais estrovertido, tem o break vocal que cabe muito bem na música, sem deixar que canse quem a escute. O refrão segue aquele EDM que elas fazem, mas que não parece EDM, mas tem um instrumental que explode, mas sem causar muito.

Ladies Night tem um toque mais festival fim de festa, ela é agitada, mas não é tanto. Não sei para qual lado essa aqui caminha, aparentemente parece um jazz mas tropical. Eyes Locked, Hands Locked é realmente a primeira balada delas do The Reve, com acordes mais lentos, sem deixar o R&B de lado, focando no vocal das integrantes. O refrão tem um leve estouro com um aumento do timbre e da união das 5.

Track by Track: The Reve Festival – Finale (Repacked)


O repacked final começa com a b-side In & Out. É uma das melhores de todas as b-sides delas, tem uma pegada fresca, até mais nova do que elas vinham mostrando nos últimos comebacks. Além disso, o refrão mais animado, diferente do resto do instrumental, dá um ar vivido. Não chega a ser uma pista dançante, mas uma up-tempo divertida. Remember Forever grita balada vocal, desde o piano como principal foco, os estalos de dedo ao fundo e os high notes desde o início. Aliás, grita balada natalina, pois tem uns guizos ao fundo (impressionante que não lançaram isso no Station). Encerrando todo o projeto, temos o título da última turnê delas, La Rouge. Como o nome já diz, tem um lado mais sensual tanto no instrumental com referência de jazz, toque de R&B no refrão, um pré-chorus mais vocal e uma guitarra e um baixo dando sequência na evolução da música.

Conclusão:

Titles: Zimzalabim – 7/10 ; Umpah Umpah – 10/10 ; Psycho – 10/10.

MVs: Zimzalabim -10/10 ; Umpah Umpah – 5/10 ; Psycho – 10/10.

Álbum Tracks: 28/40.

Total: 80/100

Considerações Finais:

Para não ter reveluv batendo na minha porta com uma tamanca na mão, vou explicar cada nota. Tirando Zimzalabim, todas eu amei logo na primeira ouvida, diferente dessa que precisei de muito tempo, talvez umas dez ouvidas em replay constante para eu apreciar. Claro, hoje eu escuto sem problemas, tanto que ela apareceu em minhas retrospectivas de 2019. Sobre os MVs, preciso mesmo explicar por que o MV de Umpah Umpah ficou com nota tão baixa?

Das álbum track, todas são boas, mas apenas algumas cativam realmente. LP, por exemplo, é boa, mas não me faz ouvir nem quando ouço apenas Red Velvet. Diferente de Carpool é certeza que eu vou ouvir, assim como Sunny Side Up, a qual a certeza de um repeat é muito maior que La Rouge, exemplo. Red Velvet me faz ficar nessas indecisões sobre suas b-sides de quanto posso ouvir ou não, mas a qualidade eu pouco questiono. Se eu fosse pela qualidade, apenas, esse último tópico teria seu 39/40, porque balada romântica raramente inova.

Então, esse foi o review do álbum das Red Velvet, fiz um juntado porque não sei quando elas farão um comeback como grupo para eu fazer assim como eu fiz o da Taeyeon: um post do comeback e no review no dia seguinte. Se tudo der certo, faço o mesmo para o Super Junior e, quem sabe, para o EXO (Mas se preparem porque o do EXO será aquela coisa…). Por fim, até o próximo post.

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