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Álbum Review: Halsey – Manic

Depois de um pouco mais de dois anos de espera, Halsey retornou com seu terceiro álbum de estúdio. Enganando o mundo todo e deixando alguns orfãos de Hopeless Fountain Kingdom à deriva (Porque eu jurei que teríamos um álbum totalmente visual, não apenas os clipes lançados), ela partiu para uma nova fase mais intimista, além do lead single, Without Me, entregando o que poderíamos esperar do seu novo trabalho.

Singles e Clipes:

O lead single do Manic saiu de forma aleatória, por sinal, porque muitos esperavam mais clipes do segundo álbum de estúdio dela, então a surpresa foi grande. Claro, a surpresa foi maior por ser um estilo não tão novo a ela, mas como lead foi. Com uma melodia calma, mas que estoura no refrão, Without Me trouxe bem a proposta do que seria o álbum dela, com uma letra forte, ela se mostrou bem intensa em seus sentimentos, com instrumental que casava bem o que ela queria mostrar. Eu amei assim que ouvi pela primeira vez. O clipe fala sobre um relacionamento abusivo e a forma como ela vivia com o ex-namorado, o rapper G-Easy (Ela deu indícios sobre ser isso).

Como single oficial que deu o ponta-pé oficial ao Manic, Graveyard seguiu a proposta musical de Without Me. A melodia mais calma, com referências mais oitentistas, além de sintetizadores que nivelam e explodem na música. O clipe é muito bonito, segue a estética que o álbum propõe, porém eu me perdi no conceito dele, talvez não peguei as referências ou as teorias que se construíram.

You should be sad é a quarta track. Com uma pegada mais country, a faixa tem um crescimento bom, o vocal dela está bem nítido, trabalhando bem com o estilo. Após o refrão, há uns acordes rápidos de guitarra que dão um charme à música. A letra é bem profunda, falando de um romance que não deu certo e ela agradecendo por não ter dado certo, nem ter tido uma criança com a pessoa. Agora, o clipe está muito bonito, fotografia impecável, figurinos lindos e coreografia engraçada. Contudo, não tem nada haver com a letra (Se bem que, caso seguisse a letra da música, seria como o clipe de Without Me).

Track by track:

Abrindo o álbum com Ashley, nome da cantora, a melodia é muito calma, uma mid-tempo gostosinha de ouvir, traz uma calma interna. Claro, isso sem contarmos com a letra, que fala sobre sua reconstrução, o que explica seu nome ser o título. Em seguida, temos clementine, a primeira balada do disco, com uma melodia pacífica que se mantém estável e em um nível constante, sem estourar tanto, dando apenas acordes mais avivados durante o refrão. Pelo tempo de duração da faixa, ela acaba cansando um pouco. Depois, temos o single de trabalho Graveyard e You shoud be sad.

Forever… (is a long time) é a próxima. Apesar de ter uma pegada infantil no instrumental, algo que remeta a música de ninar, a letra não remete nada disso, tem uma profundidade muito no lyric, o que cativa ainda mais com a melodia, que me recorda muito final de série em que tudo termina triste.

Temos o primeiro interlude, Dominic’s Interlude. Vocês sabem o que eu acho de interlude, então vou fingir que nem existe, mas vai ter um peso final. A letra é boa, mas a melodia é bem chata, há uma quebra do que ouvíamos antes, porém, se continuar no álbum, dá ideia do que vem pela frente. I HATE EVERYBODY tem uma pegada legal, calma, mas o instrumental parece música infantil. Claro, talvez seja para balancear com a letra pesada. 3am segue com os mesmos arranjos de rock que vimos em You shoud be sad, lembra muito algo que a Avril Lavigne lançaria naquela mudança de dark rock para o pink rock dela. Depois, vem o lead single Withou Me.

Finally/ beautiful stranger possiu um country em seu instrumental, com uma balada vocal bem estável, dando ideia de trilha sonora de fim de festa. Em seguida, temos Alanis’s Interlude. Apesar do nome, a faixa caminha mais como uma b-side mesmo, até pelo tempo de duração e a letra trabalhada junto da melodia em si. A letra é bem explícita, por sinal. Killing boys é uma mid-tempo bem diferenciada do resto das demais faixa. Eu a vejo como música de estalar os dedos, porém ela não é totalmente assim, tem uma vibração diferente, que não sei explicar, mas é muito boa.

A gora vem a faixa com o Sug do BTS, SUGA’s interlude. Realmente, parece um solo tanto do Suga quanto da Halsey. É gostosinha de ouvir, mas não tem um efeito repeat tão grande. A melodia é boa, transpassa uma paz enorme (Aliás, acho que a preguiça de pôr nome das músicas resultou nessas faixas interlude, porque são as únicas com feat). More tem um vocal bem mais aguçado, foi bem trabalhado em cima de um instrumental mais simples. Eu colocaria essa música em qualquer playlist para eu relaxar, pois é essa a sensação que dá. Apenas perfeita!

Still learning é uma mistura de mid com up-tempo, com instrumental calmo. Para mim, tem alguma referência latina em algum ponto, principalmente nas palmas que estão ao fundo. A letra é bem trabalhada sobre aprender a se amar. Por fim, encerramos com 929. Olha, essa é uma das músicas mais inteligentes que eu já li, basicamente ela explica um pouco da vida da halsey de forma literal. Não que seja a reinvemção da roda, mas eua chei muito divertido o que ela fez nessa b-side. Uma forma genial de encerrar o álbum.

Conclusão:

Singles: Without Me – 10/10; Graveyard – 7/10; You should be sad – 10/10;

Clipes: Without Me – 8/10; Graveyard – 6/10; You should be sad – 5/10

Álbum tracks: 31/40

Total: 77/100

Considerações finais:

Agora vamos explicar um pouco as notas que tivemos: apesar do clipe de Without Me ser impecável, não traz aspectos inéditos. Graveyard foi um single que demorei para gostar, da mesma forma que achei o clipe confuso. You should be sad tem uma pegada ótima, tanto que achei que vale muito ela ser mesmo um single, só o clipe que achei alheio demais. Das álbum tracks, clementine e I HATE EVERYBODY são cansativas e nem fiz questão de pensar em colocá-las nas minhas playlists. Dos três interludes, Dominic’s foi o mais chatinho de ouvir; mesmo trazendo uma introdução do que viria pelo álbum, não vi graça. O Alanis’ é um pouco melhor, mas ainda cansa; diferente do Suga’s, que possui um aspecto que condiz com a discografia de ambos os artistas. Não tem um efeito repeat tão grande, mas ainda sim é o melhor dos três.

E esse foi meu review para o Manic, espero que tenham gostado e que ninguém sinta-se ofendido por eu não ter gostado de alguma faixa. Até o próximo post!

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